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Série Mestiçamentos
A série Mestiçamentos é uma abordagem sobre as influências multiculturais num contexto de sentimentos nostálgicos.
O projeto marca uma nova fase na trajetória, tanto pessoal quanto profissional e sua construção é guiada pelo uso de cores primárias que expressam este recomeço.
Essas cores são aplicadas com pinceladas que assumem o movimento e a densidade da tinta, convidando o espectador a acompanhar e reinterpretar o percurso do pincel. O gesto transita entre o vernacular brasileiro e a expressividade nipônica.
Rompendo com a disposição da figura, algumas dessas pinturas são desconstruídas com interferências de peças cerâmicas antigas de casas onde morou, estes recortes do passado também são o suporte de toda a estrutura da obra.
Série Noren à brasileira
Noren são cortinas da tradição japonesa, usadas em casas e comércios desde o período Heian. Elas não cobrem janelas mas compartimentam ambientes.
A série Noren à Brasileira sugere uma simbiose sobre as culturas conciliando o objeto utilitário de um país com a expressão vernacular de outro.
A pintura de carroceria na cortina noren, é um estímulo sobre a dualidade das percepções: fechado/aberto, Brasil/Japão, tradicional/disruptivo.
As obras são um convite para atravessar esses portais simbólicos, explorando os espaços e tempos históricos diversos que conectam culturas distintas e que promovem um dialogo entre si.
Série Carga Seca - A Arte da Carroceria
Carga Seca - A Arte da Carroceria é uma investigação do universo da pintura de carroceria, onde é explorado referências visuais e simbólicas da cultura popular.
A série é inspirada na estética da filetagem e no letrismo popular, elementos profundamente enraizados na cultura brasileira.
tilizando a madeira como suporte, que emula a carroceria de caminhões de carga seca, essas práticas tradicionais são levadas para o espaço expositivo, onde adquirem uma nova dimensão.
Carga Seca é a celebração de uma estética invisibilizada dos ofícios que moldam o cotidiano da efemeridade das ruas.
Série Brazulejo
“O Brasil sofre de uma crise identitária, racial e moderna e se faz necessário um caminho de emancipação da colonialidade.”
Usando técnicas, suportes e/ou cores que se assemelham à identidade da azulejaria portuguesa, as obras da série Brazulejos induzem a desorientação sobre a origem da sua estética pictórica.
A série Brazulejos evoca a dualidade do sentimento de pertencimento versus a emancipação da colonialidade.
Ao mesmo tempo que assume as interferências coloniais, confabula com uma visão de história e estética vernacular brasileira.



